A Fuga
- 3 de mar. de 2017
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Sou uma criança indefesa,
que corre para fugir de seus medos,
enrolada em seu cordel de sonhos
e perdida em seus próprios enredos.
Sou lobo e sou ovelha;
Sou culpada e inocente;
Sou fingidora, e finjo tão completamente,
que trago em mim uma alma morta e,
no peito, um coração ardente.
Sou vítima e assassina;
Nas veias correm sangue e dor.
Sou quem pensaste um dia ser tua,
mas o último amor
ainda é o primeiro amor.
Alguns me chamam de "ilusão",
outros de "realidade".
Mas sou apenas
aquela que vaga pelo mundo
sem riso, sem nome, sem identidade.
E corro de mim mesma como quem tenta se salvar,
mas estou numa jornada que já começou perdida.
No fim, há apenas o precipício, onde a alma se precipita.
Mas quem pode dizer onde começa a morte
e onde termina a vida?





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